Eletricidade sem fio |
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| Escrito por Istoé Dinheiro | |||
| Seg, 23 de Fevereiro de 2009 00:51 | |||
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Eletricidade sem fio
O problema é que esses equipamentos são alimentados por baterias que têm de ser ligadas por fio à rede elétrica para armazenar carga suficiente para funcionar.
Os cientistas ainda não inventaram uma bateria que dure infinitamente. Contudo, eles já conseguiram desenvolver produtos capazes de transmitir a energia elétrica pelo ar, fazendo com que a "alimentação" de baterias e o uso de utensílios domésticos, como liquidificador e lâmpadas, por exemplo, não dependam de um fio plugado na tomada.
E quem está liderando as pesquisas em torno da WiTricity (eletricidade sem fio, em português) é a americana Fulton Innovation, criadora do eCoupled.
A engenhoca é formada por duas bases, semelhantes a um mousepad. Uma delas, ligada à tomada, transmite energia para a outra base instalada em um ponto qualquer da casa ou do escritório. Para carregar o blackberry ou outro aparelho basta colocá-lo na segunda base.
Thomas Nemcek, diretor da Fulton Innovation, diz que a empresa já licenciou a tecnologia para gigantes como Motorola, Bosch Power Tools, Energizer e Leggett & Platt.
A expectativa é que até o final do ano o mercado seja inundado por inúmeros dispositivos WiTricity. "Temos um total de 300 patentes aprovadas, ou em estudo, enfocando uma série de equipamentos", contou Nemcek à DINHEIRO.
A intenção é que a engenhoca absorva parte dos recursos destinados à compra de carregadores e adaptadores, mercado que soma US$ 30 bilhões por ano em nível global A Fulton, no entanto, não está sozinha nessa empreitada. A Philips é outra que desenvolveu sua versão de "bandeja" energizada.
Além disso, a companhia holandesa está negociando com as demais fabricantes do setor a criação de um sistema universal. A ideia é padronizar a faixa de transmissão dos dispositivos WiTricity e também dos aparelhos eletroeletrônicos e eletrodomésticos existentes.
Sem isso, a tecnologia tende a ficar confinada ao mundo, digamos, recreativo, servindo apenas para carregar produtos de pequeno porte, celular, notebook e ferramentas. Outro inibidor da popularização de engenhocas como o eCoupled é o preço.
Os modelos anunciados devem custar por volta de US$ 100, valor considerado alto quando se leva em conta a relação custo-benefício. Isso, segundo Nemcek, deve mudar em breve. "Estamos trabalhando em parceria com Texas Instruments no desenvolvimento de um chip barato, o que permitirá reduzir significativamente o custo de produção do eCoupled", explica ele.
Apesar do apelo futurista dessa invenção, a WiTricity não é uma novidade. O primeiro a fazer pesquisas neste campo foi o croata Nikola Tesla, físico que trabalhou com Thomas Edson e foi o inventor da corrente trifásica. No início do século passado, Tesla fez testes de transmissão da energia pelo ar.
No Brasil, a principal entidade nesta área, o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), ligado à Eletrobras, não realiza nenhum trabalho neste campo. De acordo com Homero de Andrade, assessor técnico da Cepel, o aparente descaso se deve às dúvidas tanto em relação à confiabilidade dessa tecnologia quanto aos possíveis efeitos do campo eletromagnético na saúde das pessoas. Nemcek, como era de se esperar, discorda. "O eCoupled tem uma taxa de 98% de eficiência e é totalmente seguro para pessoas e animais domésticos", diz.
Fonte: ROSENILDO GOMES FERREIRA http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/594/eletricidade-sem-fio-como-as-empresas-pretendem-faturar-alto-com-126465-1.htm
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