Energia limpa precisa de US$ 515 bilhões anuais |
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| Escrito por Mídia | |||
| Seg, 09 de Fevereiro de 2009 03:19 | |||
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Energia limpa precisa de US$ 515 bilhões anuais até 2030 para reduzir emissões de carbono, diz Fórum Econômico Mundial. Relatório reconhece que a crise financeira global, e a recessão que a seguiu, representam um sério risco para o setor de energia limpa. Os investimentos em energia limpa precisam ser multiplicados a partir deste ano para ir ao encontro das metas de redução das emissões de gases do efeito estufa. O investimento necessário está na casa dos US$ 515 bilhões anuais até 2030, segundo o relatório "Green Investing: Towards a Clean Energy Infrastructure" lançado nesta quinta-feira, 29 de janeiro, pelo Fórum Econômico Mundial e a consultoria New Energy Finance. O montante é significativamente maior que os US$ 155 bilhões investidos no ano passado.
Os especialistas apontam alguns segmentos de energia limpa como emergentes e grandes contribuintes em direção a uma infra-estrutura limpa no futuro: parques eólicos em terra e em alto-mar, energia solar fotovoltáica, geração termo-solar, etanol de cana-de-açúcar, entre outros. O relatório mostra que os investimentos em energia limpa já cresceram substancialmente. Em apenas quatro anos, pularam de US$ 30 bilhões para US$ 155 bilhões entre 2004 e 2008. Com isso, o segmento de energia limpa, excluindo grandes hidrelétricas e usinas nucleares, já responde por 10% dos recursos destinados a infra-estrutura energética. A expectativa é que os investimentos em energia limpa, incluindo novas tecnologia de eficiência energética, atinjam US$ 450 bilhões em 2012, alcançando US$ 600 bilhões em 2020. Além disso, a distribuição dos investimentos foi mais diversificada geograficamente em 2007, aponta o relatório. Os países em desenvolvimento receberam 23% do investimento total, alcançando US$ 26 bilhões, contra 13% (US$ 1,3 bilhão) em 2004. Os investimentos, nos próximos anos, devem ser impulsionados por eficiência energética, smart grids, armazenamento de energia e captura e armazenamento do carbono. O relatório reconhece que a crise financeira global, e "a recessão" que a seguiu, representam um sério risco para o setor de energia limpa. O documento pondera que a crise pode representar uma oportunidade na medida em que os políticos tomem decisões para reanimar as economias. Para o Fórum e a consultoria ainda não está claro se a crise vai abalar a determinação para uma virada para fontes energéticas mais limpas e obrigar os eleitores a tomarem ações para limitar as emissões de gases. Alexandre Canazio, da Agência CanalEnergia, Negócios - 29/01/2009
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| Última Modificação: Qua, 18 de Fevereiro de 2009 02:30 |
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